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Liquidâmbar

EU SOU o liquidâmbar e, em Nova Petrópolis, Jardim da Serra Gaúcha e Cidade Educadora, transformo a paisagem com minhas cores e formas ao longo das estações. Durante boa parte do ano, minhas folhas permanecem verdes e brilhantes, mas é no outono que revelo meu espetáculo mais encantador.

Venho da América do Norte e Central e fui introduzido no Brasil há algumas décadas, adaptando-me muito bem aos climas mais amenos. Cresço rapidamente e posso viver por muitos anos, acompanhando gerações e guardando memórias da paisagem ao meu redor.

Meu tronco é alto e reto, com casca marcada por sulcos que lembram pequenas rugas do tempo. Minha copa possui formato alongado, semelhante a um cone ou pirâmide. Minhas folhas são muito especiais: lembram estrelas de cinco a sete pontas bem definidas e, antes de cair, podem assumir tons de amarelo, laranja, vermelho e até roxo, muitas vezes, misturados na mesma árvore. Quando amassadas, liberam um aroma suave e adocicado.

Minhas flores são discretas, pequenas e pouco visíveis, mas dão origem a frutos curiosos: pequenas esferas espinhosas que permanecem penduradas em longos cabos. Dentro delas, sementes leves esperam o vento para seguir novos caminhos e iniciar novos ciclos.

Minha seiva aromática já foi utilizada por suas propriedades medicinais, o que inspirou meu nome popular, relacionado ao perfume doce semelhante ao mel. Ao longo do tempo, também me tornei muito apreciado pela beleza ornamental e pela intensidade das cores que levo às cidades e jardins.

Aqui em Nova Petrópolis, não sou apenas uma árvore. Sou transformação, memória e movimento. Sou um convite para observar os ciclos da natureza e perceber como cada estação colore a vida de uma maneira diferente.

FICHA BOTÂNICA

Espécie:

Liquidambar styraciflua L.

Gênero:

Liquidambar

Família:

Altingiaceae

Origem:

Sul e Sudeste dos Estados Unidos, México e América Central - Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras e Nicarágua.

Altura:

24-40 m

Folhas:

Folhas simples, alternas, pecíolo longo, palmatilobadas, com 5-7 lobos agudos, verdes-brilhantes e de margens serrilhadas, de 6-12 cm de comprimento.

Características das folhas:

Caducifólia

Floração:

Setembro-outubro

Frutificação:

Verão-outono

Dispersão de sementes:

Anemocoria

 

REFERÊNCIAS:

Altingiaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 30 abr. 2026

BISHOP, George N. Native trees of Georgia. 11. ed. rev. Georgia: Georgia forestry commission, University of Georgia, 2001.

KALIL FILHO, Antônio N.; WENDLING, Ivar; TRACZ, Anderson L. Estaquia de Liquidambar styraciflua para resgate de clones superiores. Comunicado Técnico 271. Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2011.

KORMANIK, Paul P. Liquidambar styraciflua L. Sweetgum. In: Silvics of North America Hardwoods. Washington: USDA. v.2. p.400-405. (Agriculture Handbook, 654). 1990.

Liquidambar styraciflua. North Carolina Extension Gardener Plant Toolbox. Disponível em: Acesso em: 30 de abril de 2026.

LORENZI, Harri; SOUZA, Hernes Moreira de; TORRES, Mario Antonio Virmond; BACHER, Luis Benedito. Árvores exóticas do Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, p. 148, 2003.

MORRIS, Ashley B. et al. Phylogeographical structure and temporal complexity in American sweetgum (Liquidambar styraciflua; Altingiaceae). Molecular Ecology, [S.l.], v. 17, ago. 2008.

SHIMIZU, Jarbas Yukio. Liquidambar para produção de madeira no sul e sudeste do Brasil. Pesquisa Florestal Brasileira, [S. l.], n. 50, p. 127, 2011. Disponível em: https://pfb.sede.embrapa.br/pfb/article/view/246. Acesso em: 30 abr. 2026.

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