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Ipê-amarelo

EU SOU o ipê-amarelo, e em Nova Petrópolis, Jardim da Serra Gaúcha e Cidade Educadora, anuncio a chegada da primavera com um espetáculo de luz. Quando perco minhas folhas no fim do inverno, me cubro de flores amarelas intensas, iluminando a praça como pequenos sóis suspensos.

Também sou conhecido como ipê-amarelo-cascudo ou pau-d’arco-amarelo. Sou nativo do Brasil e me adaptei com harmonia à paisagem serrana. Minha floração é breve, mas inesquecível. Nesse período, recebo a visita de abelhas, beija-flores e aves, que transformam o ambiente em um cenário vivo.

Na Praça da República, faço parte de um corredor que convida moradores e visitantes a desacelerar. Cada flor que brota em meus galhos é um convite ao encontro com a natureza. Carrego, também, a sabedoria dos povos originários: sou chamado de tadjy pelos Guarani e pafej pelos Kaingang, nomes que revelam antigas relações de zelo com a terra.

Aqui em Nova Petrópolis, não sou apenas uma árvore. Sou memória e identidade que floresce todos os anos, lembrando que a beleza da vida está nos ciclos, nos encontros e na capacidade de renovar.

CONTEXTO BIOCULTURAL

O ipê-amarelo é denominado tadjy pelos guarani e pafej pelos kaingang.

FICHA BOTÂNICA

Espécie:

Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) Mattos

Gênero:

Handroanthus

Família:

Bignoniaceae

Origem:

Brasil - Cerrado e Mata Atlântica

Altura:

2 - 12 m

Folhas:

Folha palmada, com 3 a 5 folíolos, e cobertas, em ambas as faces, por tricomas estrelados. Margens inteiras ou dentadas próximas ao ápice

Características das folhas:

Caducifólia

Floração:

Inverno/Primavera

Frutificação:

Primavera/Verão

Dispersão de sementes:

Anemocoria

 

REFERÊNCIAS:

ACRA, Luiz Ancra; CARVALHO, Sandra Monteiro; CERVI, Armando Carlos. Biologia da polinização e da reprodução de Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC) mattos (Bignoniaceae Juss.). Estudos De Biologia, 34(82). 2012.

BACKES, Paulo; IRGANG, Bruno. Mata Atlântica: as árvores e a paisagem. Porto Alegre: Paisagem do Sul, 2004.

BIONDI, Daniela.; ALTHAUS, Michelle. Árvores De Rua De Curitiba: Cultivo E Manejo. Curitiba: Fupef, 2005. 175 P.

FLORA DO BRASIL. Handroanthus in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

GENTRY, A.H. Bignoniaceae Part II - Tribe Tecomeae. Flora Neotropica, 25(2), 370, 1992a.

OLIVEIRA, Ademir Kleber Morbeck; SCHELEDER, Eloty Justina Dias; FAVORO, Silvio. Caracterização morfológica, viabilidade e vigor de sementes de Tabebuia chrysotricha (Mart. ex.DC.) Standl. Revista Árvore, v. 32, n. 6, p. 1011-1018, 2008.

RAI, Mahendra. et al. Medicinal Plants: Biodiversity and Drugs. 1st. ed. Boca Raton: CRC Press, 2012.

SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO. Inventário Florestal Nacional: principais resultados: Terra Indígena Mangueirinha. Brasília, DF: MAPA, 2019. 76p. (Série Relatórios Técnicos - IFN). Disponível em: http://www.florestal.gov. Acesso dia 17 de dez. de 2025.

SOBRAL, Marcos; JARENKOW, José Andrade.(ORGS.) Flora arbórea e arborecente do Rio Grande do Sul, Brasil. São Carlos: RiMa Novo Ambiente, 2006.

SOUZA, João Vitor Oliveira de Souza. Flores como recurso alimentar para a avifauna urbana: subsídios à arborização urbana ecológica no Estado de São Paulo. Trabalho de Graduação (Curso Superior em Gestão Ambiental) - Fatec Nilo de Stéfani, Jaboticabal, 2022.

 

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